FONTE: BRASIL MINERAL

Foto: Brasil Mineral

A mineradora Five Star anunciou investimentos de R$ 190 milhões para operar mina de diamantes localizada entre as cidades de Catalão e Ouvidor, no Estado de Goiás. A unidade será a primeira em funcionamento da empresa desde sua fundação, no ano passado.
A escolha pelo projeto no Brasil aconteceu por conta do potencial de exploração e segurança política do País. “Pelo fato de a maioria das minas estarem relacionadas a problemas de guerrilha e ditaduras na África, os investidores buscam fontes limpas do diamante”, diz Luís Maurício Azevedo, Diretor-Executivo da Five Star no Brasil.
Os recursos serão destinados à aquisição de máquinas, dos quais 80% de conteúdo nacional, para fazer a captação e identificação do mineral por meio de raio-x e a separação das pedras. A unidade deve entrar em operação ainda este ano, com 60 funcionários, e projeta produzir 3 mil quilates até dezembro.
A partir de 2016, a projeção é de 400 mil quilates/ano, dos quais 60% terão como destino o mercado internacional. Além de Goiás, a empresa está com sondagens em andamento no Pará e na Bahia. 

Empresa 'Five Star' investe R$ 190 milhões em projeto no estado de Goiás.

Figura: Geologo.com.br
Fonte:
Geólogo
O tempo de comprar é “quando houver sangue nas ruas”. Esta é a frase de um banqueiro, o Barão de Rotschild, feita no século 18 após a derrota de Napoleão na Batalha de Waterloo. 

Ele estava certo e ganhou fortunas se beneficiando do pânico que seguiu a derrota da França. 

Continue lendo em: http://www.geologo.com.br/MAINLINK.ASP?VAIPARA=por+que+investir+no+diamante

Mineração: por que devemos investir no diamante do Brasil?

Palestra: Gemologia, Descoberta e Exploração de Gemas no Brasil

Brasil, terra das pedras preciosas (VÍDEO)

Virando a página - Setor de diamantes corre contra o atraso de um século e se organiza para iniciar exploração primária (REVISTA)


O diamante Presidente Vargas é o maior diamante já encontrado no Brasil. Ele foi encontrado pelo garimpeiro Joaquim Venâncio Tiago, em 1938 no município de Coromandel (Minas Gerais).

O nome foi em homenagem ao então presidente do país, Getúlio Vargas.

O diamante pesava inicialmente 726,60 quilates e foi lapidado em 29 gemas. Sendo a maior gema, o diamante Vargas com 44,17 quilates.


Diamante Presidente Vargas

Até a década de 1980 apenas diamantes, esmeraldas, safiras e rubis, assim como, em alguns raros casos, a alexandrita e o chamado jade imperial do Myanmar (antiga Birmânia), eram conhecidos por poder atingir elevados preços nos mercados. Este cenário mudou quando, em São José da Batalha, no estado de Paraíba (Brasil), se localizaram umas raras turmalinas (elbaítas) ricas em cobre que exibiam cores vibrantes de azul, violeta e verde. Estas, bastante raras em tamanhos acima de 1 quilate, ganharam rapidamente uma especial popularidade, em especial no Japão, e os seus valores por quilate ultrapassavam com frequência os 10.000 dólares. O fator de valorização destas turmalinas centra-se mais na qualidade da sua cor do que na dimensão ou quantidade de inclusões, já que as cores mais vibrantes e saturadas são bastante procuradas pela sua peculiaridade.
Elbaítas com cores semelhantes ocorrem também no estado contíguo de Rio Grande do Norte e, mais recentemente, foram localizadas as ocorrências da Nigéria e de Moçambique que produzem material similar, mas em que se podem detectar as diferenças com as gemas brasileiras com a análise quantitativa da concentração de cobre e manganês. Na imagem estão representadas as cores mais apelativas das turmalinas de Paraíba.

Imagem de gemas da coleção do GIA para um projeto da CIBJO com a coleção do falecido Dr. Eduard J. Gubelin: talhe triangular de cor azul turquesa com 2,59 ct; talhe pera de azul "eléctrico" com 3,28 ct; talhe pera de cor verde com 3,68 ct. © Gemological Institute of America



FONTE: Portugal Gemas

Turmalina da Paraíba

Reserva indígena pode ter a maior mina de diamantes do mundo.


Gemstones of Brazil – Geology and Occurrences

Patrick J. V. Delaney
Brasil é o maior produtor de gemas, mas esses tipos de depósitos geológicos ainda é muito pouco estudados.
Este livro tenta agrupar pela primeira vez os vários dados existentes dos depósitos brasileiros de gemas.
As vantagens dessa publicação é que ela certamente abrirá um enorme campo para novos trabalhos sobre a geologia dos depósitos desse tipo, e o retorno é que ele será um ponto de partida e muito dos conceitos aqui emitidos poderão mudar com o aprofundamento dos estudos da origem dos depósitos brasileiros de gemas.
Para comprar o livro clique aqui.

Livro: Gemstones of Brazil – Geology and Occurrences


SOUTH AMERICA
Tourmaline from Brazil

A tourmaline from the Pederneira claim in São José da Safira, Doce valley, Minas Gerais, Brazil. A gemstone and specimen mine in pegmatites. This is one of the worlds most important gem and specimen mines. 


It was mined from about 1915, firstly for mica and was a major producer during WWII. Since then it has been mostly mined on a small scale for tourmaline and other minerals. 

There are at least five distinct pegmatites worked in the mine. They are hosted by Precambrian quartzites, mica schists and amphibolites. The "amphibolites" are probably altered ultramafics, with olivine, pyroxene and garnet (pyrope).

The pegmatites are classically zoned granite pegmatites and from the border to core the zones are typically:

1. A thin mica rich selvage
2. The main border zone of granitic rock
3. The outer intermediate zone with muscovite rich granite
4. The inner intermediate zone, mostly K-feldspar
5. The central zone, of most I interest mineralogically, with coarse grained quartz and K-feldspar, and vughs with albite, tourmaline and spodumene
6. A quartz core

The 11 x 5 x 3cm. Tourmaline specimen in the picture shows blue to green colour with a deep pruple core. All faces are very glossy, the piece ist very showy in every position. The crystals are doble-terminated and the transperency is very high. 

Photography: Martin Gruell
Web: www.viamineralia.com
Info source: www.mindat.org

CRYSTALS MINERALS GEMSTONES FOSSILS ROCKS
 — with Trudy Nash, LeAnn Craddock, Martin Gruell andMats Ernkell.

FONTE: Crystals Minerals Gemstones Fossils Rocks

Foto da semana #6


Defeito benéfico
O quartzo, mineral abundante em praticamente todo o território brasileiro, apresenta baixo valor comercial em seu estado bruto.
Quartzo extraído em São José da Safira (MG), torna-se a
gema 
green-gold depois de ser irradiado com
raios gama.[Imagem: Rainer Schultz-Güttler]
Quando submetido à irradiação, contudo, atinge um valor agregado médio cerca de 300% maior.
Estima-se que 70% da produção mundial de pedras preciosas tenha passado por tratamentos de beneficiamento.
Durante a irradiação, é gerado um defeito na estrutura cristalina do mineral, ou seja, na maneira como os átomos estão organizados na chamada rede atômica.
Esse "defeito benéfico" muda as propriedades físicas e ópticas do cristal, fazendo com que ele passe a absorver ou refletir outros comprimentos de onda da luz visível.
O resultado é que um cristal absolutamente sem-graça passa a ter uma coloração límpida e reluzente, muito mais valorizado no mercado joalheiro.
Quartzo irradiado
No Brasil, as pesquisas na área são feitas no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN).
Segundo Cyro Teiti Enokihara, pesquisador do Centro de Tecnologia das Radiações do IPEN, da mina à vitrine o caminho é longo, mas a tecnologia de irradiação está se tornando um elemento fundamental no processo de beneficiamento do quartzo brasileiro.
Os melhores resultados, segundo Cyro, foram obtidos utilizando fontes de radiação gama, aplicadas em amostras de quartzo de qualidade gemológica.
As melhores gemas artificialmente coloridas já obtidas pelos pesquisadores são verde amareladas, chamadas de green-gold, cor de mel (honey); cinza (fumê); laranja amarronzado (conhaque); preto (morion) e verde.
Todas essas gemas apresentaram boa qualidade e alta estabilidade, o que as torna valiosas no mercado joalheiro.
Irradiação do quartzo
No IPEN, as pedras de quartzo são colocadas em dispositivos onde são submetidas à radiação ionizante proveniente de fontes de cobalto-60. O irradiador foi desenvolvido com tecnologia nacional, sob a coordenação do professor Paulo Rella.
Quartzo verde da região de Ametista do Sul (RS), no estado bruto,
e após ser irradiado e lapidado. Como a radiação só interfere nos elétrons,
 e não no núcleo do átomo, não são gerados radionuclídeos e, portanto,
 o quartzo não se torna radioativo. [Imagem: Rainer Schultz-Güttler]
Mas não se trata unicamente de colocar um quartzo qualquer no aparelho e esperar "assar uma gema". Tudo depende da composição química do mineral.
Alguns tipos de quartzo respondem da maneira desejada, com a radiação otimizando ou alterando sua cor, mas outros não.
Testes prévios são realizados para se detectar quais amostras podem ser submetidas ao tratamento. A pedra pode conter impurezas como ferro, alumínio, lítio, potássio e sódio, bem como moléculas de água e radicais hidroxila.
Além das impurezas presentes na estrutura cristalina do material, deve ser levado em conta também o ambiente geológico ou o local em que a pedra foi formada.
Sem radiação
O que a radiação faz é promover um desequilíbrio eletrônico, com os elétrons das camadas mais externas dos elementos sendo expelidos.
Como a radiação só interfere nos elétrons, e não no núcleo do atómo, não são gerados radionuclídeos e, portanto, o quartzo não se torna radioativo.
O tratamento apenas acelera o efeito que a natureza levaria milhares de anos para produzir.
Cyro afirma que parte considerável das pedras extraídas no Brasil é enviada ao exterior, em estado bruto, para países como Alemanha, Tailândia e China, onde passam por um processo de beneficiamento e de lapidação, e posteriormente retornam ao país em forma de joias, gerando enormes perdas econômicas para o país.
O IPEN mantém contatos permanentes com empresas de comercialização de pedras preciosas, com o intuito de realizar testes de irradiação para os quartzos de diferentes procedências e efetuar pesquisas para outros novos minerais.

Radiação gama torna quartzo brasileiro mais valioso

Esmeralda de R$ 2 bilhões sai da Bahia e vai parar na Justiça americana

'Invasão' chinesa inflaciona mercado de pedras preciosas

Como todos devem imaginar, o nome Turmalina Paraíba vem pelo fato de que foram encontradas pela primeira vez na Paraíba, por Heitor Barbosa em 1989. Porém, apesar do nome e da raridade, esse tipo de  turmalina cuprífera, que traz uma cor azul neon exclusiva também pode ser encontrada no estado do Rio Grande do Norte e na Nigéria e Moçambique. A atual extração ainda é precária e difícil, o que torna o seu valor comercial maior ainda. Toda essa raridade e exclusividade torna a Turmalina Paraíba uma das gemas mais cobiçadas do mundo.

Turmalina Paraíba bruta de 26,5 cts da Mina da Batalha - PB. Preço: US$ 155.000,00.
Geologicamente falando, as turmalinas da região foram descobertas inicialmente no município de São José da Batalha, na variação de Elbaíta (turmalina litinífera que vai de vermelho rosado a verde e incolor), ocorre na forma de pequenos "cristais" na maioria das vezes irregulares dentro de corpos pegmatíticos que na localidade estão encaixados em quartzitos da Formação Equador (Grupo Seridó). A mineralogia básica da rocha é de quartzo, feldspato (comumente alterado pela infiltração de água), lepidolita (mica lilás) e schorlita (também conhecida como afrisita ou turmalina negra) e óxidos de nióbio e tântalo (sequência columbita-tantalita). Os índices de cobre podem ser associados à Província Metalogênica Cuprífera do Rio Grande do Norte.

Província Cuprífera do RN-PB.
Análises comprovaram que as Turmalinas Paraíba contem expressivos teores de cobre, ferro e manganês, sendo atribuídos a estes elementos, em sua variação, o tom de cor do mineral. São designadas cores como azul-claro, azul-turquesa, azul-neon, azul esverdeado, azul safira, azul violáceo, verde azulado e verde esmeralda, na tentativa de descrever a rara e variável cor.  

Turmalina Paraíba lapidada de 50 cts que permaneceu no Brasil para exposição. Avaliada aqui no Brasil em R$ 500.000,00.

Uma característica que chama a atenção é o de uma turmalina paraíba devidademente tratada e lapidada poder brilhar em ambientes de pouquíssima luz, o que faz muitos atribui-la como fluorescente (no caso seria fosforescente).

Em fevereiro de 1990, durante a tradicional feira de Tucson, nos EUA, teve início a escalada de preços desta variedade de turmalina, que passaram de umas poucas centenas de dólares por quilate a mais de US$2.000/ct, em questão de apenas 4 dias. A mística em torno da turmalina da Paraíba havia começado e cresceu extraordinariamente ao longo dos anos 90, convertendo-a na mais valiosa variedade deste grupo de minerais. A máxima produção da Mina da Batalha ocorreu entre os anos de 1989 e 1991 e, a partir de 1992, passou a ser esporádica e limitada, agravada pela disputa por sua propriedade legal e por seus direitos minerários. Hoje em dia a turmalina paraíba no mercado japonês pode custar cerca de US$ 30.000/ct, porém dependendo de sua exclusividade pode chegar a custar cerca de US$ 100.000/ct.

Broche em ouro branco desenhado pelos designers da Chanel com mais de 1000 diamantes e com uma Turmalina Paraíba de 37,5 cts no centro. Peça única, foi vendida assim que anunciada. Não encontrei o preço.

A elevada demanda por turmalinas da Paraíba, aliada à escassez de sua produção, estimulou a busca de material de aspecto similar em outros pegmatitos da região, resultando na descoberta das minas Mulungu e Alto dos Quintos, situadas próximas à cidade de Parelhas, no vizinho estado do Rio Grande do Norte.
Broche de papagaio, com gemas de diversas cores e olho feito em Turmalina Paraíba.

Para alcançar tons mais limpos e mais exclusivos as empresas adotam um tratamento na turmalina para melhor mais ainda a sua cor.Embora as surpreendentes cores das turmalinas da Paraíba ocorram naturalmente, estima-se que aproximadamente 80% das gemas só as adquiram após tratamento térmico, a temperaturas entre 350°C e 550°C. O procedimento consiste, inicialmente, em selecionar os espécimes a serem tratados cuidadosamente, para evitar que a exposição ao calor danifique-os, especialmente aqueles com inclusões líquidas e fraturas pré-existentes. Em seguida, as gemas são colocadas sob pó de alumínio ou areia, no interior de uma estufa, em atmosfera oxidante. A temperatura ideal é alcançada, geralmente, após 2 horas e meia de aquecimento gradativo e, então, mantida por um período de cerca de 4 horas, sendo as gemas depois resfriadas a uma taxa de aproximadamente 50 oC por hora. As cores resultantes são a cobiçada azul-neon, a partir da azul esverdeada ou da azul violeta, e a verde esmeralda, a partir da púrpura avermelhada. Além do tratamento térmico, parte das turmalinas da Paraíba é submetida ao preenchimento de fissuras com óleo para minimizar a visibilidade das que alcancem a superfície.
Lote de turmalinas diversas de baixo valor comercial comumente vendido na internet.
Até 2001, as turmalinas cupríferas da Paraíba e do Rio Grande do Norte eram facilmente distinguíveis das turmalinas oriundas de quaisquer outras procedências mediante detecção da presença de cobre com teores anômalos através de análise química por fluorescência de raios X de energia dispersiva (EDXRF), um ensaio analítico não disponível em laboratórios gemológicos standard. No entanto, as recentes descobertas de turmalinas cupríferas na Nigéria e em Moçambique acenderam um acalorado debate envolvendo o mercado e os principais laboratórios gemológicos do mundo em torno da definição do termo “Turmalina da Paraíba”.

Turmalina paraíba bruta de boa qualidade.
Em fevereiro de 2006, o Comitê de Harmonização de Procedimentos de Laboratórios, que consiste de representantes dos principais laboratórios gemológicos do mundo, decidiu reconsiderar a nomenclatura de turmalina da “Paraíba”, definindo esta valiosa variedade como uma elbaíta de cores azul-néon, azul-violeta, azul esverdeada, verde azulada ou verde-esmeralda, que contenha cobre e manganês e aspecto similar ao material original proveniente da Paraíba, independentemente de sua origem geográfica. Nos certificados, deve ser descrita como pertencente à espécie “elbaíta”, variedade “turmalina da Paraíba”, citando, sob a forma de um comentário, que este último termo deriva-se da localidade onde foi originalmente lavrada no Brasil. A determinação de origem torna-se, portanto, opcional.

Mais fotos de turmalinas paraíba:





[FONTE: Estudando Geologia]

De onde vem, como surgiu e como é preparada uma Turmalina Paraíba? [F: Estudando Geologia]

A lapidação de gemas no panorama brasileiro (PDF)



FIPP - Feira Internacional de Pedras Preciosas
28 de agosto à 01 de setembro 2012.


FIPP 2012 (FEIRA)