Esquema explorava ilegalmente a turmalina paraíba, uma das pedras preciosas mais caras que existem. Operação teria ligação com Al-Qaeda.
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| Foto: Globo |
A reportagem foi ao ar ontem (07/06/2015) no Fantástico (Rede Globo). Para assistir a reportagem clique aqui.
Mina de turmalina na Paraíba está no centro de fraude internacional (Reportagem - Fantástico, 07/06/2015)
Até a década de 1980 apenas diamantes, esmeraldas, safiras e rubis, assim como, em alguns raros casos, a alexandrita e o chamado jade imperial do Myanmar (antiga Birmânia), eram conhecidos por poder atingir elevados preços nos mercados. Este cenário mudou quando, em São José da Batalha, no estado de Paraíba (Brasil), se localizaram umas raras turmalinas (elbaítas) ricas em cobre que exibiam cores vibrantes de azul, violeta e verde. Estas, bastante raras em tamanhos acima de 1 quilate, ganharam rapidamente uma especial popularidade, em especial no Japão, e os seus valores por quilate ultrapassavam com frequência os 10.000 dólares. O fator de valorização destas turmalinas centra-se mais na qualidade da sua cor do que na dimensão ou quantidade de inclusões, já que as cores mais vibrantes e saturadas são bastante procuradas pela sua peculiaridade.
Elbaítas com cores semelhantes ocorrem também no estado contíguo de Rio Grande do Norte e, mais recentemente, foram localizadas as ocorrências da Nigéria e de Moçambique que produzem material similar, mas em que se podem detectar as diferenças com as gemas brasileiras com a análise quantitativa da concentração de cobre e manganês. Na imagem estão representadas as cores mais apelativas das turmalinas de Paraíba.
Imagem de gemas da coleção do GIA para um projeto da CIBJO com a coleção do falecido Dr. Eduard J. Gubelin: talhe triangular de cor azul turquesa com 2,59 ct; talhe pera de azul "eléctrico" com 3,28 ct; talhe pera de cor verde com 3,68 ct. © Gemological Institute of America
FONTE: Portugal Gemas
Elbaítas com cores semelhantes ocorrem também no estado contíguo de Rio Grande do Norte e, mais recentemente, foram localizadas as ocorrências da Nigéria e de Moçambique que produzem material similar, mas em que se podem detectar as diferenças com as gemas brasileiras com a análise quantitativa da concentração de cobre e manganês. Na imagem estão representadas as cores mais apelativas das turmalinas de Paraíba.
Imagem de gemas da coleção do GIA para um projeto da CIBJO com a coleção do falecido Dr. Eduard J. Gubelin: talhe triangular de cor azul turquesa com 2,59 ct; talhe pera de azul "eléctrico" com 3,28 ct; talhe pera de cor verde com 3,68 ct. © Gemological Institute of America
Turmalina da Paraíba
SOUTH AMERICA
Tourmaline from Brazil
A tourmaline from the Pederneira claim in São José da Safira, Doce valley, Minas Gerais, Brazil. A gemstone and specimen mine in pegmatites. This is one of the worlds most important gem and specimen mines.
It was mined from about 1915, firstly for mica and was a major producer during WWII. Since then it has been mostly mined on a small scale for tourmaline and other minerals.
There are at least five distinct pegmatites worked in the mine. They are hosted by Precambrian quartzites, mica schists and amphibolites. The "amphibolites" are probably altered ultramafics, with olivine, pyroxene and garnet (pyrope).
The pegmatites are classically zoned granite pegmatites and from the border to core the zones are typically:
1. A thin mica rich selvage
2. The main border zone of granitic rock
3. The outer intermediate zone with muscovite rich granite
4. The inner intermediate zone, mostly K-feldspar
5. The central zone, of most I interest mineralogically, with coarse grained quartz and K-feldspar, and vughs with albite, tourmaline and spodumene
6. A quartz core
The 11 x 5 x 3cm. Tourmaline specimen in the picture shows blue to green colour with a deep pruple core. All faces are very glossy, the piece ist very showy in every position. The crystals are doble-terminated and the transperency is very high.
Photography: Martin Gruell
Web: www.viamineralia.com
Info source: www.mindat.org
CRYSTALS MINERALS GEMSTONES FOSSILS ROCKS
FONTE: Crystals Minerals Gemstones Fossils Rocks
Foto da semana #6
Como todos devem imaginar, o nome Turmalina Paraíba vem pelo fato de que foram encontradas pela primeira vez na Paraíba, por Heitor Barbosa em 1989. Porém, apesar do nome e da raridade, esse tipo de turmalina cuprífera, que traz uma cor azul neon exclusiva também pode ser encontrada no estado do Rio Grande do Norte e na Nigéria e Moçambique. A atual extração ainda é precária e difícil, o que torna o seu valor comercial maior ainda. Toda essa raridade e exclusividade torna a Turmalina Paraíba uma das gemas mais cobiçadas do mundo.
Até 2001, as turmalinas cupríferas da Paraíba e do Rio Grande do Norte eram facilmente distinguíveis das turmalinas oriundas de quaisquer outras procedências mediante detecção da presença de cobre com teores anômalos através de análise química por fluorescência de raios X de energia dispersiva (EDXRF), um ensaio analítico não disponível em laboratórios gemológicos standard. No entanto, as recentes descobertas de turmalinas cupríferas na Nigéria e em Moçambique acenderam um acalorado debate envolvendo o mercado e os principais laboratórios gemológicos do mundo em torno da definição do termo “Turmalina da Paraíba”.
| Turmalina Paraíba bruta de 26,5 cts da Mina da Batalha - PB. Preço: US$ 155.000,00. |
Geologicamente falando, as turmalinas da região foram descobertas inicialmente no município de São José da Batalha, na variação de Elbaíta (turmalina litinífera que vai de vermelho rosado a verde e incolor), ocorre na forma de pequenos "cristais" na maioria das vezes irregulares dentro de corpos pegmatíticos que na localidade estão encaixados em quartzitos da Formação Equador (Grupo Seridó). A mineralogia básica da rocha é de quartzo, feldspato (comumente alterado pela infiltração de água), lepidolita (mica lilás) e schorlita (também conhecida como afrisita ou turmalina negra) e óxidos de nióbio e tântalo (sequência columbita-tantalita). Os índices de cobre podem ser associados à Província Metalogênica Cuprífera do Rio Grande do Norte.
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| Província Cuprífera do RN-PB. |
Análises comprovaram que as Turmalinas Paraíba contem expressivos teores de cobre, ferro e manganês, sendo atribuídos a estes elementos, em sua variação, o tom de cor do mineral. São designadas cores como azul-claro, azul-turquesa, azul-neon, azul esverdeado, azul safira, azul violáceo, verde azulado e verde esmeralda, na tentativa de descrever a rara e variável cor.
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| Turmalina Paraíba lapidada de 50 cts que permaneceu no Brasil para exposição. Avaliada aqui no Brasil em R$ 500.000,00. |
Uma característica que chama a atenção é o de uma turmalina paraíba devidademente tratada e lapidada poder brilhar em ambientes de pouquíssima luz, o que faz muitos atribui-la como fluorescente (no caso seria fosforescente).
Em fevereiro de 1990, durante a tradicional feira de Tucson, nos EUA, teve início a escalada de preços desta variedade de turmalina, que passaram de umas poucas centenas de dólares por quilate a mais de US$2.000/ct, em questão de apenas 4 dias. A mística em torno da turmalina da Paraíba havia começado e cresceu extraordinariamente ao longo dos anos 90, convertendo-a na mais valiosa variedade deste grupo de minerais. A máxima produção da Mina da Batalha ocorreu entre os anos de 1989 e 1991 e, a partir de 1992, passou a ser esporádica e limitada, agravada pela disputa por sua propriedade legal e por seus direitos minerários. Hoje em dia a turmalina paraíba no mercado japonês pode custar cerca de US$ 30.000/ct, porém dependendo de sua exclusividade pode chegar a custar cerca de US$ 100.000/ct.
| Lote de turmalinas diversas de baixo valor comercial comumente vendido na internet. |
De onde vem, como surgiu e como é preparada uma Turmalina Paraíba? [F: Estudando Geologia]
A popularidade da turmalina bicolor tem crescido nos últimos anos, seu preço tem aumentado em conformidade. É surpreendente, então, que alguém iria desenvolver uma imitação barata deste material.
As gemas e joias Fair Exchange em Tucson, Rajneesh Bhandari (Rea indústrias, Jaipur, Índia) mostraram que um novo parceiro simulador da turmalina bicolor. Sr. Bhandari disse que os triplets consistia em camadas de coroa e pavilhão de quartzo incolor unidas com uma camada de cimento de cor vermelho e verde.
Uma amostra foi obtida por este contribuinte para consideração. O corte esmeralda mostra uma saturação de cor de rosa acastanhado baixo nas extremidades, provavelmente causados por reflexões que combinam rosa e verdes. Imersão em água mostrou seções incolores em coroa e do pavilhão, que teve os valores e a natureza da ótica de quartzo. Inclusões não foram observados nos aumentos de quartzo a 63. A camada de cimento era claramente visível (embora não tão evidente como em muitos tripletos espinélio sintético). A camada de cimento era mais fina do que a maioria, e sob o microscópio apareceu turva e continha várias bolhas de gás. A área de demarcação entre as áreas vermelha e verde foi quase centrado e mostrou uma suave, mas forte, como comumente visto em turmalinas bicolor de alta qualidade.
Vistos de frente para cima a olho nu, esses novos triplets fazem uma imitação surpreendentemente convincente de turmalina bicolor.
Andy Griggs - GIA, em Carlsbad
Traduzido do espanhol e texto integral: Amantes de las gemas
As gemas e joias Fair Exchange em Tucson, Rajneesh Bhandari (Rea indústrias, Jaipur, Índia) mostraram que um novo parceiro simulador da turmalina bicolor. Sr. Bhandari disse que os triplets consistia em camadas de coroa e pavilhão de quartzo incolor unidas com uma camada de cimento de cor vermelho e verde.
Uma amostra foi obtida por este contribuinte para consideração. O corte esmeralda mostra uma saturação de cor de rosa acastanhado baixo nas extremidades, provavelmente causados por reflexões que combinam rosa e verdes. Imersão em água mostrou seções incolores em coroa e do pavilhão, que teve os valores e a natureza da ótica de quartzo. Inclusões não foram observados nos aumentos de quartzo a 63. A camada de cimento era claramente visível (embora não tão evidente como em muitos tripletos espinélio sintético). A camada de cimento era mais fina do que a maioria, e sob o microscópio apareceu turva e continha várias bolhas de gás. A área de demarcação entre as áreas vermelha e verde foi quase centrado e mostrou uma suave, mas forte, como comumente visto em turmalinas bicolor de alta qualidade.
Vistos de frente para cima a olho nu, esses novos triplets fazem uma imitação surpreendentemente convincente de turmalina bicolor.
Andy Griggs - GIA, em Carlsbad
Traduzido do espanhol e texto integral: Amantes de las gemas
Imitação da turmalina bicolor
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